19 de agosto de 2013

Porque é que sou sempre a estranha?

Olá!
Sabem quando encontrámos uma pessoa na rua, que já não vemos há muitos anos? Aquela pessoa que só vemos em fotos de família… Aquela em que por vezes pensámos – Como estará? Será que ainda se lembra de quem eu sou? Será que pensa em mim?
Pensávamos que iria estar completamente diferente. Mas erramos, continua igualzinha. Os mesmo traços, o mesmo cabelo rebelde, mas agora já com algumas madeixas alvas.
Vamos na rua abstraídos com os nossos pensamentos, com a nossa vida e vemos. Vemos alguém que nos é familiar. Não sabemos de onde, nem quem é. Contudo, a pouco e pouco, torna-se evidente, como peixes de cores garridas em águas límpidas. Aquela pessoa é a tal. A que nos vem à cabeça, quando menos esperamos. 
Ela está há nossa frente, abrandamos o passo, ficamos quase que especados uns segundos. Até que percebemos, que ela nem sequer repara em nós. Nem faz o mínimo de esforço, para perceber, porque raio é que está uma estranha parada á sua frente, a fazer um papel de estúpida e a tentar dizer algo, que NUNCA irá sair. Finalmente, decidimos continuar, mas não vale a pena. Já está tudo manchado. Queríamos a resposta não era? Já sabemos, está super bem, não, não se lembra de quem eu sou e muito dificilmente pensa em mim.
Porque é que nós pensávamos nela? Quando nem fez o esforço para perceber. Porque é que insistimos em pensar nestas pessoas? Para quê sofrermos tanto, quando para elas não somos ninguém?
Acabamos por sair desiludidos, desapontados, tristes, descontentes, dececionados, transtornados, frustrados, surpreendidos… Uau, tantos adjetivos e todos definem o mesmo sentimento. Parece que levamos uma estalada, mas com razão. De que é que estávamos há espera? De um cumprimento? De um – Há tanto tempo estás tão grande, como vai a Escola? Já há algum namorado? Tudo uma falsa esperança.

Continuamos a vida, mas sempre com aquele pensamento na cabeça – Porque é que fui tão estúpida? Se ela nunca se interessou por mim, porque é que haveria de ser agora? – E isto atormenta-nos, por não termos uma resposta… 

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