* Post apoiado pela Saída de Emergência
Olá!
Hoje trago-vos a minha opinião sobre o livro O Poder, da autora Naomi Alderman. Este livro é este ano de leitura opcional para a minha cadeira de inglês C1.2 pelo que veio mesmo a calhar. Para além disto, quando este livro saiu, em maio de 2018 andou nas bocas de toda a gente. Deixei passar um pouco a moda, porque quando leio livros que estão a ser muito falados, sinto uma certa pressão para gostar dele ou concordar com as outras pessoas. Assim sendo, aqui estou eu, um ano depois deste livro ser lançado.
Opinião
A premissa de que as mulheres ganham um poder e, com ele, pretendem dominar o mundo é incrível. Aliás, acho que deveríamos ter mais livros sobre sociedades onde prevalecesse o matriarcado e não o patriarcado, como é o que mais encontramos no mercado e na vida. Contudo, e sei que o livro pertence à área da ficção científica, seria interessante se todo este novo mundo de caos e terror onde as mulheres dominassem não se devesse única e exclusivamente ao seu poder. Bem sei, que daria um livro totalmente diferente.
A Naomi Alderman escreveu um livro que nos faz pensar como seria o mundo se nós, mulheres, dominássemos pelo medo e dor. Ao longo do livro, vamos lendo como é a vida em quase todos os continentes, pelo que apesar de se situar maioritariamente nos E.U.A., vemos várias sociedades. Acho que o mais incrível de tudo e desculpem, mas vou dar spoilers, por isso passem à frente se não quiserem ler. É que os governantes estão mesmo a pensar utilizar bombas nucleares para acabar com tudo. Homens e mulheres são da mesma opinião. Eles querem recuperar o poder, elas querem-no manter e, para isso, a solução mais fácil de todas é auto-destruírem-se.
Ao longo da história, encontramos imagens de artefactos e eu não estava a entender de que se tratavam, mas agora entendo. Com a morte anunciada, com o regresso no tempo e a evolução (diz-se mesmo que querem voltar à idade das pedras), foram surgindo cultos à volta da Mãe Eva e aparelhos para potenciar os seus ''super-poderes''. É com este fim que temos a certeza, que as nações, por causa da ânsia do poder, se auto-destruíram. Isto é no mínimo assustador, uma vez que hoje em dia temos armas nucleares e caso surja uma ameaça, não me admiro que as nações se lembrem de usar estas armas terríveis para destruir tudo à face da terra. Creio que não têm a noção de que se vários países usarem as suas armas, então é o assassínio da terra e da humanidade.
Aqui já não tem spoilers!
Eu demorei muito tempo a ler este livro, pelo simples facto de estar dividido por personagens, ou seja, cada personagem tem um capítulo e o ciclo vai-se repetindo. Este tipo de escrita, não é algo que me atrai, porque perco-me muito com as personagens. É verdade que é interessante para entender as várias perspectivas, mas a nível pessoal não me convence. Apesar de tudo, gostei deste livro e acabei por lhe dar 4 estrelas.
«Quando as raparigas ganham o poder de causar sofrimento e morte, quais serão as consequências?
E se, um dia, as raparigas ganhassem subitamente o estranho poder de infligir dor excruciante e morte? De magoar, torturar e matar?
Quando o mundo se depara com esse estranho fenómeno, a sociedade tal como a conhecemos desmorona e os papéis são invertidos. Ser mulher torna-se sinónimo de poder e força, ao passo que os homens passam a ter medo de andar na rua, sozinhos à noite.
Ao narrar as histórias de várias protagonistas, de múltiplas origens e estatutos diferentes, Naomi Alderman constrói um romance extraordinário que explora os efeitos devastadores desta reviravolta da natureza, o seu impacto na sociedade e a forma como expõe as desigualdades do mundo contemporâneo.»
Olá!
No dia 29 de abril aventurei-me a ir ao National Geographic Summit pela primeira vez. Para mim, foi uma experiência incrível e a repetir. Aprendi imenso, conheci pessoas fantásticas e, mais que tudo, vi que a maior parte da audiência eram pessoas da minha idade. Acho que fiquei com uma pequena esperança na humanidade e impedir que até 2050 tenhamos mais lixo no mar do que animais :(
No dia 29 de abril aventurei-me a ir ao National Geographic Summit pela primeira vez. Para mim, foi uma experiência incrível e a repetir. Aprendi imenso, conheci pessoas fantásticas e, mais que tudo, vi que a maior parte da audiência eram pessoas da minha idade. Acho que fiquei com uma pequena esperança na humanidade e impedir que até 2050 tenhamos mais lixo no mar do que animais :(



