*Post apoiado pela Porto Editora
Hoje trago-vos a minha mais recente leitura: Um Trono Negro da autora Kendare Blake, para quem não sabe este é o segundo livro da trilogia Três Coroas Negras que já li e já publiquei a minha opinião. Ao longo deste livro fui 100% team Arsinoe e um pouco da Mirabella, mas 0% da Katharine.
Opinião
Em primeiro lugar, devo dizer que o fim do livro foi incrível. Deixou-me surpreendida, pois não estava à espera que a história tomasse aquele rumo. Bem sei que muitos leitores não gostaram do fim e que estão com os corações nas mãos para ler o terceiro (e creio que último) livro. No entanto, só cá entre nós eu acho que se terminasse aqui nem ficava nada mau. Deixava algumas coisas em aberto para o leitor poder especular e outros assuntos encerrados.
Tal como no primeiro livro, achei que a história foi um pouco lenta, aliás acho que muitas páginas poderiam ser eliminadas sem que a narrativa fosse afetada. Para mim, foi um pouco complicado entrar no ambiente da história.
Gostei do facto de terem surgido alguns elementos surpresa pelos quais não esperava. Contudo, achei que a narrativa era muito parada, talvez o facto de estar dividida por personagens não ajudou. Talvez se não estivesse assim, até tinha achado que estava a um bom ritmo, não sei. Como Um Trono Negro se foca no Ano da Ascensão e nas lutas, onde apenas uma rainha pode sobreviver, acho que teria sido mais interessante se houvesse mais ação. Faltava dinâmica à história, pelo que gostava de ter visto traições, planos engenhosos, segredos para que uma das rainhas morresse.
Sinopse
«A BATALHA PELA COROA COMEÇOU, MAS QUAL DAS RAINHAS VENCERÁ?
Depois de uma Cerimónia de Beltane marcante e com o Ano da Ascensão a decorrer, é altura de rever as apostas e escolher um lado.
Katharine, a gémea frágil e fraca, está mais forte que nunca. Arsinoe tem de descobrir de que forma o seu dom secreto a poderá ajudar. E Mirabella, a vencedora desejada, enfrenta uma oposição nunca vista… e de que poderá não se conseguir defender.
Neste novo capítulo da autora bestseller do New York Times, as rainhas mais mortíferas do mundo têm de enfrentar o implacável obstáculo que se lhes apresenta: elas mesmas.
Quando a batalha terminar, só uma irá reinar.» in Porto Editora
Romance de Cordélia, Rosa Lobato de Faria - Ler o que é Nacional - Parte II
By Beatriz Sousa - 20:13
* Post apoiado pela Leya Online
No âmbito da rubrica 'Ler o que é Nacional' trago-vos outro livro e que é, de novo, de uma autora de renome. Desta vez é o Romance de Cordélia que foi escrito por Rosa Lobato de Faria e que me foi gentilmente cedido pela Leya Online. Já sabem que com esta rubrica pretendo apresentar-vos autores portugueses. Como hoje é o dia do livro não há melhor forma de celebrar sem ser ao conhecer o que é nosso, não é verdade?
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| Nova edição, a primeira foi em novembro de 1998 (terá sido no dia em que nasci?) |
Para ser honesta, nunca tinha lido um livro desta autora. Apesar de já ter ouvido falar inúmeras vezes dos seus livros, nomeadamente de A Trança de Inês que foi recentemente adaptado ao cinema. Romance de Cordélia representa a história da nossa querida Cordélia que está presa injustamente. Aliás o livro é dedicado «às reclusas do Estabelecimento Prisional de Tires cuja verdade tornou possível esta ficção.». Ao longo da história vamos conhecer os seus amores, desilusões, misérias e as suas muitas aventuras, pelo que o leitor também passa por uma montanha russa de emoções. A história é triste, aliás tem momentos que me fizeram ficar extremamente emocionada. A vida desta reclusa não foi fácil, mas não deixa de ter uma vida muito bonita. Fiquei seriamente encantada com este livro, aliás fiquei apaixonada pela escrita da autora. O fim pode não ser o melhor, mas creio que é o mais adequado e também o mais honesto para esta história.
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| A minha parte preferida. |
O livro está estruturado por capítulos, mas ao longo da história a autora vai fazendo retrocessos, analepses para explicar a vida de criança da nossa personagem principal, misturadas com o presente e prolepses. Não fiquem à espera que o livro tenha um tom alegre, porque isso apenas ocorre nas memórias mais antigas da Cordélia. Contudo, a história de vida dela é, de certa forma inspiradora.
Sem dúvida que adorei, aliás é dos melhores livros que já li este ano. Só demonstra que devia ler mais autores portugueses e descobrir o que nós temos de bom.
Será que a sua vida se tornou num romance de cordel?




